Duas teorias realistas para a interpretação da semântica dos mundos possíveis
Renato Mendes Rocha
Resumo
O discurso a respeito dos Mundos Possíveis pode ser uma ferramenta bastante útil para a filosofia. Pode ser útil, por exemplo, para a compreensão das modalidades, da necessidade e da possibilidade. No entanto, para utilizar o discurso dos Mundos Possíveis devemos ter uma explicação satisfatória do caráter ontológico da Semântica dos Mundos Possíveis. Para isso, precisamos responder a questões do tipo: O que é um Mundo Possível? De que forma eles existem? Em quantos Mundos Possíveis podemos falar? Há diversas formas de responder a estas perguntas. Neste trabalho pretendemos apresentar duas teorias que possuem uma abordagem realista para a noção de Mundo Possível. Cada uma dessas teorias atribuiu um caráter ontológico diferente para a noção de Mundo Possível e, portanto, uma metafísica diferente. A primeira delas é o Realismo Modal Extremo, teoria atribuída a David Lewis que defende a existência genuína de uma pluralidade de Mundos Possíveis. A segunda teoria é a teoria combinatória da possibilidade de David Armstrong. Essa teoria é uma versão das teorias do atualismo modal que também são teorias realista em relação à existência de mundos possíveis, mas que dão prioridade ao mundo atual. Por fim, pretendemos comparar as duas teorias e avaliar qual é mais vantajosa levando em consideração o custo ontológico de cada uma delas, (i.e., em relação ao número de entidades postuladas) para termos uma metafísica mais econômica.
Palavras-chave
Mundos Possíveis; Realismo Modal; Atualismo Modal; David Lewis; David Armstrong;
Referências
ARRUDA, José Maria. “Mundos Possíveis: realismo modal extremo e atualismo”. In: Metafísica Contemporânea, por Guido Imaguire, 351-375. Editora Vozes, 2007.
ARMSTRONG, David M. A combinatorial theory of possibility. Cambridge Studies in Philosophy. 1989.
DIVERS, John. Possible Worlds. Routledge. 2002.
LEWIS, David. On the Plurality of worlds. Blackwell Publishing. 1986.
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